Os Ciganos

Ciganos

ciganos

Algo que logo se liga os ciganos é o nomadismo, esta mobilidade ininterrupta deles é também uma fuga à padronização que está sujeito o homem e a segurança de nunca se perder os traços de sua cultura, e é essencialmente de sua cultura e costumes que trata esse contexto. Os ciganos originaram-se de uma casta inferior do noroeste da Índia, que, por causas desconhecidas foi obrigada a abandonar o país no primeiro milênio d.C. partiram em direção da Pérsia onde se dividiram em dois ramos: o primeiro, que tomou rumo oeste, atingiu a Europa através da Grécia; o segundo partiu para o sul, chegando à Síria, Egito e Palestina. No séc. XII, os ciganos enfrentaram o avanço dos muçulmanos, que tentaram impor sua religião na Índia, e lutaram contra os Sarracenos por muitos séculos, inclusive durante a Idade Média. E foi justamente neste período em que muitas caravanas de ciganos tiveram de partir para a Europa, em uma migração forçada que os ciganos chamaram de Aresajipe. O grupo espalhou-se pelo continente:

Hungria, Áustria e Boêmia, chegando à Alemanha em 1417. Em 1428 encontrava-se na França e Suíça, em 1422 atingia a Bolonha. Em 1500, surgiram os primeiros ciganos ingleses. As épocas de 1555 e 1780 são marcados pelos ciganos por um período de perseguições e intolerância: Em vários países foram cometidos atos de violência contra os ciganos. A falta de uma ligação histórica precisa a uma pátria definida ou a uma origem segura não permitia que se lhes reconhecesse como grupo étnico bem individualizado, ainda que por longo tempo haviam sido qualificados como Egípcios.

O clima de suspeitas e preconceitos se percebe no florescimento de lendas e provérbios tendendo a por os Ciganos sob mau prisma, a ponto de recorrer-se à Bíblia para considerá-los descendentes de Caim, e portanto, malditos (Gênesis 9:25). Difundiu-se também a lenda de que eles teriam fabricado os pregos que serviram para crucificar Cristo (ou, segundo outra versão, que eles teriam roubado o quarto prego, tornando assim mais dolorosa a crucificação do Senhor).

A cultura cigana nunca produziu nada de significativo na pintura, na literatura, na música, na ciência. Caracterizados pelo nomadismo, o modo de vida dos ciganos e suas condições de subsistência são sempre determinados pelo país em que se encontram: os mais ricos são os ciganos Suecos e os mais pobres encontram-se nos Balcãs e no sul da Espanha.

Embora mantendo sua identidade, os ciganos revelam grande capacidade de integração cultural: sempre professam a religião local dominante, da mesma forma que suas danças, músicas, narrativas e provérbios assim com músicas folclóricas permitiu se que muitas passagens do povo cigano fossem preservadas do esquecimento, principalmente as do oeste europeu. Excluindo as publicações soviéticas, existem apenas nove livros escritos em língua cigana.