Oya – Orisa da Tempestade

Iansã vai à frente de todas as entidades femininas, quando elas são convocadas.

Oya é a divindade da tempestade. Ela não é um Irúnmolè. Ela é uma Orisá. Ela é conhecida como a esposa de Sàngó por causa de sua afinidade com este Irúnmolè. Alguns Bàbáláwos são da opinião desta Deidade é um Àráká. Oya é, um incansável, tempestuoso, impaciente e extremamente poderoso Orisá. Ela faz justiça contra os infratores. Ela é facilmente irritável. Além de tudo isso, ela é muito honesta e dedicada. Ela tem muitos princípios e não tolera comportamento indisciplinado, desonestidade ou engano de qualquer forma. Enquanto na Terra, Oya deu à luz nove filhos. É por isso que eles a apelidaram de Ìya-nsan, que significa mãe de nove filhos. Esta Deidade está associada às ramificações dos rios. De fato, o rio Níger é chamado de ‘Odó Oya’ depois dele.

Também é conhecida como OYÁ. A lenda conta que ela viveu por volta de 1.400 a.C., na Nigéria, e pertenceu a uma família real. Filha de Iemanjá e Oxalá, é a mulher de Sàngó.

Com grande espírito aventureiro, falam o que pensam e são atrevidos. Amam e odeiam com a mesma facilidade.

 

CARACTERÍSTICAS

Dia da semana: quarta-feira.

Cores: vermelho ou marrom avermelhado

Domínios: ventos, cemitérios, taquaral, caminhos, águas, etc.

Oferendas: acara, inhame, broto de bambu, etc.

Iyá-mesan-òrun , seu Oríki, “mãe dos nove órun”, Yásan.

Cujo nome advém de algumas formas prováveis: Oyamésàn – nove Oyas; usado como um dos nomes de Oyá. Ìyá omo mésàn, mãe de nove crianças, Iansã, que da lenda da criação da roupa de Egúngún por Oyá. Ìyámésàn “a mãe (transformada em) nove”, que vem da história de Ifá, da sua relação com Ogun. Observe-se que em todas as formas, está relacionada com o número 9 (Osá Èjí), indicativo principal do seu Odú.

Está associada ao ar, ao vento, a tempestade, ao relâmpago/raio (ar+movimento e fogo) e aos ancestrais (eguns). Na Nigéria ela é a deusa do rio Niger. Principal esposa de Xangô, impetuoso, guerreira e de forte personalidade, também rainha dos espíritos dos mortos, sendo reverenciada no culto dos eguns. Em yorubá, chama-se Odò Oya.

Suas contas são vermelhas ou tijolo, o coral por excelência, o monjoló (uma espécie de conta africana, oriunda de lava vulcânica). Seus símbolos são: os chifres de búfalo, um alfanje, adaga, eruesin[eruexin] (confeccionado com pelos de rabo de cavalo, encravados em um cabo de cobre, utilizado para “espantar os eguns”). Afefe, o vento, a tempestade, acompanha Oya.

Oyá, mais conhecida no Brasil sob o nome de Yansã, é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Niger que, em Yorubá, chama-se Odô Oyá, o Rio Oyá. Foi a primeira mulher de Xangô e tinha um temperamento ardente e impetuoso.

 

Os Oriki, saudações dirigidas a Oya, descrevem-na bastante bem:

Oya, mulher corajosa que, ao acordar, empunhou um sabre.

Oya, mulher de Xangô.

Oya, cujo marido é vermelho.

Oya, que morre corajosamente com seu marido.

Oya, vento da morte.

Oya, ventania que balança as folhas das árvores que toda a parte.

Oya, que é à única que pode segurar os chifres de um búfalo”.

A quarta-feira é o dia semana que lhe é consagrado, o mesmo dia de Xangô, seu marido.

Seus símbolos são os chifres de búfalo e um alfanje, colocados sobre seu Oeji. Quando se manifesta sobre uma das iniciadas está adornada com uma coroa cujas franjas de contas escondem o seu rosto.

Ela recebe oferendas de cabras e acarajés (akará na África). Ela detesta abóbora. Carne de carneiro lhe é proibida.

Suas danças são guerreiras e, se Ògún está presente, ela não deixa de se empenhar num duelo, lembrança, sem dúvida, de suas antigas divergências.

Ela evoca também, por seus movimentos sinuosos e rápidos, as tempestades e os ventos enfurecidos. Seus fiéis saúdam-na gritando: Epa Heyi Oyá.

Òsá Oturupon:

Aseseru ewé ogun sere ní nbà elekó sore

Tobadi bi òrun amaatapa kakaka si Olori

A d’ífá fún Sàngó

Tín ran Oya ree gbogun nitile

Aya Okara ororo ju Sàngó

Obinrinroro jokólo

Okó mán mán nmu na

Ayare nmojo

Eyin ó má npè ilé e wà láá gbè sete

Ebo: àkùkò adire, agbebo adire

Tradução:

A folha fresca de Ògún é muito boa para embrulhar ekó

Quando fica velho, não funciona mais

Eles fizeram adivinhação para Sàngó

Quando ele enviou Oya para trazer remédio de Itilè

Oya Okara é mais poderoso que Sàngó

A mulher é mais poderosa que o homem

O marido está segurando o fogo

A esposa está segurando a chuva

A vitória é vista na casa do bom padre

Sacrifício: Galinha, Galo

ORIN DE OYA:

Obinrin roro jokólo jokólo

Obinrin roro jokólo jokólo

Oya Okara ororo ju Sàngó

Obinrin roro jokólo jokólo

Tradução:

A mulher é mais poderosa que o marido

A mulher é mais poderosa que o marido

Oya é mais poderosa que Sàngó

A mulher é mais poderosa que o marido

Assista meu video onde falo sobre Oya

link: https://goo.gl/Yvd1gy

Marcelo Alban